Para usar o Amp, você instala a CLI com curl -fsSL https://ampcode.com/install.sh | bash, faz login com amp login, roda amp dentro de um projeto e descreve o que quer. Antes da primeira mensagem, escolhe um modo no Dial com Ctrl+S: low, medium, high ou ultra. A partir daí o Amp lê seu código, edita arquivos e roda comandos, e a conversa inteira fica salva como um thread que você pode reabrir ou compartilhar.
Esse é o ciclo básico. Este guia cobre o resto: login para scripts e CI, os atalhos do dia a dia, os modos, subagentes como o oracle, settings.json, AGENTS.md, servidores MCP, o modo execute, quanto o Amp custa e como rodá-lo ao lado de outros agentes de CLI. Tudo aqui se baseia na documentação oficial do Amp em outubro de 2026.
O que é o Amp
O Amp é um agente de código e um ambiente de desenvolvimento. Ele nasceu dentro da Sourcegraph e, desde a cisão em dezembro de 2025, é desenvolvido por uma empresa independente. Não fica preso a um único fornecedor de modelos: o Amp escolhe o modelo conforme o modo que você seleciona e pode usar sua assinatura do ChatGPT, sua assinatura do Claude (no modo Claude Code) ou suas próprias chaves de API.
Dá para usar em três lugares: o app web em ampcode.com (sem instalar nada), os apps para macOS, iPhone, iPad e Android, e a CLI no terminal, que é o tema deste guia. Cada conversa é um thread com URL própria. O Amp também pode rodar um thread em um orb, uma máquina que o Amp cria para aquele thread nos servidores dele, ou em um runner que você mesmo hospeda.
Passo 1: instale a CLI
| Plataforma | Comando |
|---|---|
| macOS, Linux | curl -fsSL https://ampcode.com/install.sh | bash |
| Windows | Rode o mesmo comando dentro do WSL |
A CLI funciona no macOS, no Linux e no Windows via WSL. No Windows, a documentação recomenda WezTerm ou Alacritty em vez do Windows Terminal, porque a área de transferência funciona melhor neles. A página de instalação também tem abas para Windows e Homebrew.
O Amp se atualiza sozinho em segundo plano. amp update atualiza manualmente, amp version mostra a versão instalada e amp --help lista todos os comandos. O autocompletar do shell é uma linha, por exemplo source <(amp completions zsh) (bash e pwsh também funcionam; no fish, amp completions fish | source).
Passo 2: faça login
amp login
amp login abre o navegador e adiciona uma conta. A CLI pode guardar várias: amp account list mostra todas, amp account switch <email-or-user-id> escolhe a que os próximos comandos vão usar e amp logout remove a conta ativa (--all remove todas).
Para scripts, CI e máquinas sem navegador, use um token de acesso:
export AMP_API_KEY=sgamp_your-token-here
O token é criado nas configurações do ampcode.com e começa com sgamp_. O token de sessão que o amp login guarda expira em menos de uma hora e não pode ser renovado, por isso a CLI não o aceita nesse lugar.
Duas vinculações opcionais mudam quem paga o uso de modelos:
- Assinatura do ChatGPT:
amp config model-providers add-chatgpt-subscription(ou o atalhoamp add-chatgpt-sub) vincula um plano do ChatGPT, e o uso de modelos da OpenAI passa a sair dele. - Assinatura do Claude: só funciona no modo Claude Code do Amp, escolhido no Dial. Os modos próprios do Amp nunca consomem seu plano do Claude.
Passo 3: o básico da CLI
Rode amp em um projeto e digite. Entrada via pipe vira a primeira mensagem, então echo "commit all my changes" | amp também funciona. O atalho que você mais vai usar é Ctrl+O, que abre a paleta de comandos.
| Atalho | O que faz |
|---|---|
Ctrl+O | Abre a paleta de comandos |
Ctrl+S | Gira o Dial (antes da primeira mensagem) |
@ | Menciona um arquivo |
Ctrl+V | Cola uma imagem, inclusive no macOS |
Ctrl+G | Escreve o prompt no $EDITOR |
Ctrl+R | Abre o histórico de prompts |
Esc Esc | Interrompe o agente |
Ctrl+C Ctrl+N | Arquiva o thread e começa um novo |
Ctrl+C Ctrl+C | Sai |
Se você digitar enquanto o Amp trabalha, o Enter redireciona o agente: sua mensagem chega depois do passo atual, sem esperar o turno inteiro acabar. Para enfileirar uma mensagem até o agente terminar, rode prompt: queue message na paleta. Shift+Enter insere uma quebra de linha nos terminais que suportam; Ctrl+J funciona em todos. No tmux, rode tmux set -s extended-keys on para o Shift+Enter funcionar.
Na paleta, ide connect liga o Amp ao VS Code, Cursor, Windsurf, Zed ou Neovim (o Neovim precisa de um plugin). amp config keymap lista todos os atalhos.
Passo 4: escolha um modo no Dial
O Amp não pede um modelo, pede um modo. Cada modo combina modelo, esforço de raciocínio, prompt de sistema e ferramentas, ajustados para um nível de dificuldade:
| Modo | Para quê |
|---|---|
low | Mudanças pequenas e bem definidas |
medium | A maior parte do trabalho; a recomendação padrão da documentação |
high | Problemas difíceis ou sutis |
ultra | Trabalho em aberto, como migrações e arquitetura |
Aperte Ctrl+S antes da primeira mensagem para girar o Dial, ou abra a paleta e digite mode. O thread mantém o modo com que começou; se escolheu errado, abra um thread novo em vez de brigar com ele. Começar alto demais desperdiça tempo e créditos numa mudança simples; começar baixo demais pode sair mais caro se você precisar de várias tentativas.
Se quiser controlar os modelos, em Configurações → Mode Dial → Tune Modes você fixa modelos por modo e pode usar suas próprias chaves de API. Se você prefere escolher um modelo exato a cada sessão, um agente multiprovedor como o opencode combina mais com esse hábito.
Passo 5: subagentes, o oracle e o librarian
O Amp pode passar trabalho focado para subagentes, cada um com sua própria janela de contexto:
- Task faz o trabalho delegado do começo ao fim e devolve o resultado. Pode editar arquivos e rodar comandos, e tem skills somente leitura para buscar no seu código, pesquisar outro repositório, revisar uma mudança e planejar.
- Read Thread lê e resume outros threads do Amp.
Os dois usam o mesmo modelo do thread que os iniciou. O Amp recorre a eles sozinho quando o trabalho pede, principalmente no modo medium, e você também pode pedir diretamente: “divida isso entre subagentes”.
O oracle (um revisor que nunca edita arquivos), o librarian (que clona outros repositórios em /tmp e os explica) e o finder (busca rápida de código) agora fazem parte do Task. Para rodá-los como ferramentas separadas num modelo que você escolher, instale-os como plugins:
amp plugins add @amp/oracle
amp plugins add @amp/librarian
amp plugins add @amp/finder
Passo 6: configurações
O Amp lê dois arquivos de configuração, e os valores do workspace prevalecem:
- Usuário:
~/.config/amp/settings.json(ou.jsonc). - Workspace:
.amp/settings.jsonno projeto.
amp config edit abre o arquivo do usuário e amp config edit --workspace abre o do projeto. Toda chave começa com amp.:
{
"$schema": "https://ampcode.com/cli-settings.schema.json",
"amp.showCosts": true,
"amp.git.commit.coauthor.enabled": true,
"amp.notifications.enabled": true
}
amp.showCostsmostra quanto custa cada thread.amp.tools.disabledesliga ferramentas pelo nome, com curingas*;amp tools listlista as nativas.amp.git.commit.ampThread.enabledeamp.git.commit.coauthor.enabledcontrolam o que o Amp acrescenta às mensagens de commit, como o trailerAmp-Thread-ID, que liga um commit ao seu thread.
Uma coisa para saber antes de começar: por padrão, o Amp não pede aprovação antes de executar ferramentas. Trabalhe numa branch, faça commits com frequência e use amp.tools.disable ou um plugin se quiser limites. Se você quer um agente que pergunte antes por padrão, o Claude Code e o Codex CLI foram pensados em torno de pedidos de aprovação.
As skills funcionam como em outros agentes: uma pasta com um SKILL.md. O Amp carrega skills do projeto de .agents/skills/, as pessoais de ~/.config/amp/skills/ e ~/.config/agents/skills/, e também as pastas do Claude Code .claude/skills/ e ~/.claude/skills/.
Passo 7: AGENTS.md
O AGENTS.md guarda as regras de um projeto: como compilar, testar e rodar o linter, quais convenções seguir, quais pastas não mexer. O Amp lê o da pasta atual e o de cada pasta acima até a sua pasta pessoal, e sempre os inclui. Um AGENTS.md numa subpasta entra quando o Amp lê um arquivo dali. Se o projeto não tem nenhum, o Amp se oferece para escrever um.
# Project rules
- Package manager: pnpm. Run `pnpm test` before you finish a task.
- TypeScript strict mode; no `any` in new code.
- API handlers live in src/api/; one file per route.
- See @docs/architecture.md for the module layout.
Alguns detalhes que valem a pena:
- Menções com @ puxam outros arquivos: caminhos relativos, caminhos
@~/e padrões como@docs/*.md. - Regras pessoais ficam em
~/.config/amp/AGENTS.md(ou~/.config/AGENTS.md). - Alternativa: numa pasta sem
AGENTS.md, o Amp lêAGENT.mdouCLAUDE.md, então um projeto do Claude Code funciona desde o primeiro dia. - Regras com escopo: um arquivo mencionado pode ter
globs:no front matter, para que as orientações valham só quando o Amp trabalha em arquivos correspondentes.
O que colocar no arquivo está em como escrever CLAUDE.md e AGENTS.md.
Passo 8: servidores MCP
Servidores MCP dão novas ferramentas ao Amp: um navegador, um rastreador de issues, busca em documentação. O jeito mais rápido de adicionar um é pela CLI:
amp mcp add context7 -- npx -y @upstash/context7-mcp
amp mcp add linear https://mcp.linear.app/sse
Os dois vão parar nas suas configurações, em amp.mcpServers. Um servidor local é um comando, um remoto é uma URL, e ${VAR} puxa valores do ambiente:
{
"amp.mcpServers": {
"playwright": {
"command": "npx",
"args": ["-y", "@playwright/mcp@latest", "--headless"]
},
"linear": {
"url": "https://mcp.linear.app/sse"
}
}
}
Servidores definidos no .amp/settings.json de um workspace só rodam depois que você os aprova com amp mcp approve <name>; amp mcp doctor mostra o estado de cada servidor. Quando o mesmo servidor está definido em vários lugares, --mcp-config vence o arquivo do workspace, que vence as configurações do usuário. Como cada servidor adiciona suas ferramentas ao contexto, a documentação sugere colocar servidores pouco usados dentro de uma skill (com um mcp.json), para que as ferramentas só carreguem junto com a skill.
Passo 9: threads e modo execute
Cada thread tem uma URL como https://ampcode.com/threads/T-…. amp threads continue T-… retoma um thread no terminal, amp threads share T-… --visibility unlisted o torna compartilhável, e digitar @T-… num prompt traz outro thread como contexto. Threads iniciados fora de um workspace são privados.
Para scripts e CI, o modo execute roda um prompt e encerra:
amp -x "what package manager is used here?"
git diff | amp -x "review this diff for bugs"
amp -ox "Investigate why the latest CI run on main failed"
-x roda na sua máquina e liga sozinho quando a saída é redirecionada. -ox roda o prompt num orb. --stream-json gera saída legível por máquina, e --mcp-config adiciona servidores MCP só para aquela execução.
Quanto custa o Amp (em outubro de 2026)
| Plano | Preço | O que inclui |
|---|---|---|
| Hobby | Grátis | Todos os recursos do produto; orbs pagos por uso; suas assinaturas ou chaves |
| Individual (Megawatt) | 20 dólares por mês | Uso incluído mais 45.000 minutos de orbs nos servidores do Amp |
| Teams | Sem custo extra | Threads, skills e cobrança compartilhados, créditos em conjunto, SSO |
| Enterprise | Sob consulta | Controles de admin, logs de auditoria, opções de retenção de dados |
O uso de modelos sai de uma de três fontes: uma assinatura do ChatGPT ou do Claude vinculada, suas próprias chaves de API ou créditos do Amp. Quando o uso incluído acaba, você adiciona créditos, e o Amp cobra pelo custo real de modelos e ferramentas de cada thread, sem margem sobre os preços de API dos provedores para pessoas físicas e workspaces que não são enterprise. Não é preciso ter um plano pago para comprar créditos. A busca na web também consome créditos. Os créditos expiram doze meses após a compra, e amp usage mostra o saldo. Orbs são cobrados por minuto e pausam quando ficam ociosos; runners na sua própria máquina são grátis.
Erros comuns
- Modo errado, e o Ctrl+S não muda. O thread já tem uma primeira mensagem. Comece outro com Ctrl+C Ctrl+N.
- A CI diz que o login é inválido. O token de sessão do
amp logindura pouco. Coloque emAMP_API_KEYum token de acessosgamp_. - Um servidor MCP do workspace nunca aparece. Ele precisa de aprovação:
amp mcp approve <name>e depois confira comamp mcp doctor. - Seu plano do Claude não está sendo usado. Só o modo Claude Code o consome; de
lowaultra, vale o roteamento próprio do Amp. - O Amp rodou um comando inesperado. Por padrão ele não pergunta. Desligue a ferramenta ou trabalhe numa branch descartável.
- No tmux, Shift+Enter envia o prompt. Ative
extended-keysou use Ctrl+J.
Rodando o Amp ao lado de outras CLIs no AgentVera
O Amp tem seu próprio app web, app desktop e orbs, e se ele é o único agente que você usa, isso pode bastar. Fica mais difícil quando o Amp roda ao lado do Claude Code, do Codex ou do Gemini CLI no mesmo projeto. O AgentVera é um app desktop que roda essas CLIs lado a lado em terminais reais, com as suas próprias instalações e logins. O suporte ao Amp funciona assim:
- Seu login do Amp. O Amp usa o próprio login do ampcode.com; se você estiver desconectado, o terminal do agente pede login na primeira execução. Em Configurações → Contas → Contas de outros agentes você pode adicionar mais contas do Amp, que rodam com chaves de API, e dar a cada agente uma lista ordenada de contas reserva.
- Um thread por agente. Um thread novo é criado com antecedência para cada agente com
amp threads new, e o agente volta a ele comthreads continuenas próximas execuções. - Modos, não modelos. Você escolhe low, medium, high ou ultra para cada agente, passado com
--mode. - MCP e o navegador. Os servidores que você adiciona no gerenciador de MCP do AgentVera e o navegador do AgentVera são passados com
--mcp-config. O Amp não tem uma flag de instruções extras, então o campo de papel do agente não é usado; no lugar dele vale o seuAGENTS.md. - Painéis, worktrees, revisão e fluxos. Rode o Amp na grade do workspace ao lado de outros agentes, cada um no seu próprio git worktree para que um não sobrescreva os arquivos do outro. A revisão de código automática confere as mudanças, e nos fluxos (Pro e Team) o Amp pode ser o agente de origem ou de destino.
A grade, os worktrees, a revisão de código e o gerenciador de MCP estão no plano gratuito. Para experimentar, baixe o AgentVera.
Resumindo
Para usar o Amp, instale a CLI, rode amp login, escolha um modo com Ctrl+S e descreva a tarefa. Comece a maioria dos threads em medium, suba para high ou ultra nos difíceis e deixe busca e revisão com os subagentes. Coloque as regras do projeto no AGENTS.md, as ferramentas em amp.mcpServers e use AMP_API_KEY com amp -x nos scripts. Como o Amp executa ferramentas sem perguntar, mantenha-o numa branch, e você vai tirar o máximo de um agente feito para colocar a mão na massa.